Desafio Literário ( Julho) – Gabriela Cravo e Canela

O meu escolhido para o prêmio Jabuti é o famoso Sônia Braga Gabriela Cravo e Canela do nosso querido escritor Jorge Amado.
A história é uma verdadeira guerra dos tronos, mas ao invés de Westeros, temos o sul da Bahia. Pois é, prepare-se para aventuras e reviravoltas no melhor estilo brasileiro da pornochanchada.
O livro é dividido em duas partes. A primeira concentra-se em mostrar Ilhéus mais todo o ciclo do cacau, com direito a jagunços, coronéis e doutores. Explica-se uma sociedade censitária, dominada pela elite agrária, ao mesmo tempo em que começa a trama de envolvimento do Sírio Nacib Saad ( não o chamem de turco) e a sedutora Gabriela. E narra-se, mesmo que brevemente o caso do coronel que matou a mulher envolvida com o doutor cirurgião dentista.

Na segunda parte vemos a Gabriela, a com cheiro de cravo e cor de canela. Ela que seduz a todos com o seu charme, levando o sírio aos céus da loucura. E os apaixonados vivem intensamente no meio das batalhas e amores do sul da Bahia.

Durante o livro, outros conflitos são descritos. Resolvi não colocar nessa resenha simplesmente para não fazer um resumo.

Jorge Amado reproduz nesse livro principalmente uma crítica à sociedade de Ilheus. Mostra seus dessabores amorosos, os jogos políticos e uma consciência obtusa de seus participantes. Não considero a melhor obra do autor, no entanto vale a pena ser saboreada.

Anúncios

Sobre Karla Kly

Please visit us, to travel through the world of music! http://xworldmusic.wordpress.com/
Esse post foi publicado em Desafio Literário e marcado , . Guardar link permanente.

4 respostas para Desafio Literário ( Julho) – Gabriela Cravo e Canela

  1. Michelle disse:

    Nunca li Jorge Amado. Não sei, essa coisa de jagunços não me anima muito.
    Mas a tal da Gabriela era mesmo toda sexy? Sempre achei que fosse uma interpretação da Globo para aumentar a audiência…
    bjo

    • Karla Kly disse:

      Mi, a parte dos jagunços é chatinha mesmo, mas serve pra mostrar um padrão existente até hoje no nordeste brasileiro. A terra dos coronéis não militares, um título baseado na renda.
      Sobre a Gabriela, ela deixa todos os homens loucos. O Nacib casa com ela pra “tirar a carne do mercado” hahahahaha

  2. Eu não sou fã do autor. Mas, confesso que essa obra parece ter um tom provinciano que chama a minha atenção. Beijins!

    • Karla Kly disse:

      Eu particularmente gosto de Jorge Amado por mostrar o Brasil.
      Sinto como se ele fosse um representante do nordeste em contar essa história ( assim como Érico Veríssimo mostra o sul). O engraçado é que cada autor parece vir realmente da terra, narrando com palavras o costume do solo e da época.
      É um livro, bom, mesmo não sendo o melhor 🙂

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s