Para a Reflexão: Desabafo extremo

Eu tive meu primeiro contato com uma história de livros quando li O Nome Da Rosa do Umberto Eco. Maravilhara-me com a dificuldade das copilações dos livros, e só mais tarde fui entender o quanto um livro já foi um bem valioso, tanto quanto ouro, em nosso passado. Mas aí veio Gutenberg e a sua prensa de tipo móveis. Essa monstruosidade possibilitou o início da impressão em larga escala dando início a uma era que viria se tornar o domínio das grandes editoras.

A Republica de Platão, em sua casa, por uns 15 reais. Um livro copilado por gregos, monges, estudiosos, tradutores, hoje está disponível em qualquer revistaria. E isso é bom, temos a democratização do conhecimento.

Mas aquilo que ninguém se atém é que a prensa de Gutenberg também gerou uma economia baseada em conhecimento. E essa economia gera detentores de poder e status.

Hoje no mundo dos leitores é importante aquele que tem contatos e parcerias com editoras, ou então, aqueles que tem 10 mil livros em sua estante.

Temos atualmente uma geração que se preocupa mais com o papel do que com as ideias contidas nele. Que acredita mais na anotação do que no cérebro, precisando da segurança da releitura, esquecendo a sua própria argumentação.

 

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