Para a Vida: Reflexão de Carnaval

Olá queridos leitores. Esse blog anda animadinho não é mesmo?

Em grande parte devo isso ao desafio literário que vem trazendo gente legal por aqui. Entrei em contato com pessoas interessantes e esqueci que o mundo lá fora não era composto de tamanha intelectualidade.

Pois, como disse em um post anterior, eu fui viajar. E aí começa a minha aventura. Mais precisamente tudo tem início na rodoviária de Curitiba.

Meu pai mora no interior de São Paulo.  E nesse carnaval insistiu para que eu fosse para lá. E eu cansada e estressada resolvi comparecer pelo menos nessa festa. A ideia era clara, ir para um clube náutico que teria 3 dias de baile, com muita bebida e música.

Infelizmente para ir até a cidade de Bauru, nada como o ônibus,  avião além de ter um preço exorbitante para esse trecho, demora praticamente o mesmo em horas  por causa da troca de voos em guarulhos. E lá estava eu esperando o busão quando encontro um amigo , que conhece uma menina, que foi sentada do meu lado durante todo o percurso.

Essa menininha de 22 anos, estudante de direito, foi conversando comigo. E até esse ponto nada demais, pois gosto muito de conversar com as pessoas. Nesse mesmo trajeto já conheci pessoas interessantes, já entrei por dentro da AMBEV, já fiquei sabendo de histórias emocionantes de como a filha superou 40% do corpo queimado, e até mesmo ouvi um pouco de política. Mas essa garota era terrível e por um motivo bem simples, a sua futilidade saia por todos os poros.

Tentei não julgar, eu juro. Mas o papo era tão vazio que até mesmo ficar ouvindo uma criança chorando estava bem mais interessante.

E sobre o que conversamos?

Sexo e namoros.

Não me levem a mal, acho sexo uma coisa interessante. Namoros também. Nessa ordem.

Ela me contou que tinha saido com um garoto de 27 anos, que pagou toda a conta do restaurante (daã) e  disse para ela que quem não faz sexo no primeiro encontro são aquelas garotas frescas(hahaha). Resumindo, antes dela me contar eu já sabia que ela tinha ido para a cama com tal sujeito e que esperava ele ligar para um possível namoro, mesmo tentando passar aquele ar de “sou moderna e não quero ninguém”.

Eu não tenho nada mesmo contra sexo no primeiro encontro. Não acho que isso valorize ou não alguém. Mas acredito que a pessoa deve ter uma maturidade. Tanto para reconhecer se foi uma saída de uma noite ou um início de relacionamento. E também não entendo essa necessidade que a mulher tem de negar que quer um namoro. Nem também o porquê de negar que se envolve sentimentalmente quando vai para a cama.

Se eu fosse para a cama com alguém no primeiro encontro é porque considero essa pessoa uma ameba, ou de uma química incrível. A ameba é simples, como não tem papo, é melhor ter um pouco de prazer e mandar embora. E a química, ah… a química. Essa arrebata e você nem sabe direito o que está fazendo.

Mas se eu gosto mesmo da pessoa, eu quero conversar, quero conhecer, ouvir as ideias e partilhar conhecimento. Entrelaçamento de neurônios para um posterior romance de pernas.

Para a garotinha lá, possivelmente o camarada irá ligar mais umas vezes e depois sumir,  com aquele papo não existe homem que aguente. Ou  existe e eles foram feitos um para o outro, não tenho como saber.

Mas o que mais me incomodou em tudo isso foi o egoismo da sujeita. O mundo era centrado nela e somente nela. Nem mesmo a irmã existia. Nem os pais. Muito menos pessoas. Por sinal ela tinha aquele ” horror a pobre e gente brega”. E tudo bem não quero entrar na utopia que posso mudar o mundo. Pois não posso. Mas tento fazer bem feito tudo o que faço e no mínimo ajudar dentro do meu possível.

Meu gesto pode ser uma porcaria, mas pelo menos estou tentando.

E conheço pessoas que dentro de seus limites também ajudam. Amigos médicos fazem trabalhos de graça, advogados facilitam processos, enfermeiros que ajudam na dor de pacientes, veterinários e voluntários que tratam de animais e até mesmo o padeiro que faz questão de me comprimentar com um sorriso todos os dias. Parece pouco, mas eles estão fazendo um pequeno esforço para algo. Acho impossível viver alheia ao mundo e acredito em colaborar com os toda a sociedade. E tenho motivos para essa crença. Estabeleço observações de sistemas que funcionam. E na natureza viver em sociedade é mais vantajoso que viver sozinho,  por isso, sistemas de cooperação são necessários.

Se eu faço e o outro não, problema dele, eu reconheço um sistema mais vantajoso e ele perde tempo e  energia  em um processo que peca pela excelência. Meu pai como um bom engenheiro sempre me ensinou que a objetividade e economia de energia eram os melhores caminhos.

Mas voltando ao ônibus, a menina me perguntou tanto sobre o meu namoro, que eu fiquei desconfortável. Quem era o namorado, o que fazia e quanto ganhava (discrição , onde está você?). Fiquei pensando como seria o futuro da tal. Será que ela vai casar com um marido rico ou um drogadinho por aí? aprender a cuidar dos outros ou de si mesma? viver feliz para o resto da vida?

Para todas essas perguntas eu não tenho resposta,e nem quero ter, pois a vida dela não é nada para mim. A única coisa que eu queria era sair daquele ônibus para o mundo que eu reconheço como meu. E não para aquilo que ela dizia como real.

Depois de tudo isso o carnaval foi legal, com meus labradores no meio do mato, falando com gente um pouco melhor.

E só para constar olha aí sobre o que meu blog fala:
Wordle: Untitled
Vi no Gato Preto de Biblioteca e fiz no Wordle.

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Sobre Karla Kly

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3 respostas para Para a Vida: Reflexão de Carnaval

  1. rodrygotnk disse:

    Teeeeeenso…Só você mesmo para encontrar uma figura dessa nas suas viagens.

    Sonho em um dia viajar com você para valer.
    Saudades!

  2. Mione disse:

    Putz, que guria sem noção! Faz direito e não tem o que conversar?
    Eu fazia direito e meu leque de conversação abriu muito depois disso, mas acho que vai de cada um né… Essa aí não vai muito longe no curso não

    Adorei a nuvem 🙂

    • Karla Kly disse:

      Rodrygo…pois é. Eu tenho um chamariz para esse tipo de gente e mendigos que dizem que eu sou o demônio Deveríamos ir para algum lugar bem selvagem, louca pra ver vc abraçando árvores… hahahaha

      Mione, é que vc aproveitou a faculdade né? Algumas pessoas só vão lá pq dá status, e no caso dela ainda paga uma nota, pq estudava na PUC. Conheço pessoas que fazem/fizeram direito e elas são interessantes, mas essa ai…
      A nuvem é muito legal mesmo, adorei :).

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